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Coisas que podem, ou não, acontecer com você no cotidiano

Eu não vou deixar levar!

Há alguns dias eu entrei no twitter e encontrei um momento de fúria do @RockDanX, que havia sido assaltado há pouco. Como todo bom amigo a minha preocupação era verificar se ele estava bem para, só depois, perguntar o que havia sido levado, no caso, o celular.
Na Terça dessa semana eu estava um pouco cansado e resolvi sair da faculdade e ir para casa mais cedo. No caminho eu recebi um email no celular e dei uma olhada. Mais a frente dois caras colaram em mim e começaram a mandar eu entregar o celular, como eu estava com o fone eu não entendi e precisei pausar a música ora perceber que era um assalto. O mais estranho é que dez metros pra frente de onde eu estava, havia uma file enorme de pessoas naqueles sopões coletivos pra moradores de rua e os caras, ainda assim não se intimidaram. Eles começaram a me empurrar para uma escadaria isolada, gritando e falando que iam me matar, mas ate então nem sinal de arma.
Eu vou ser bem sincero: eu demorei muito tempo pra tonar vergonha na cara e resolver comprar um iPhone e paguei caro por ele e você pode ter certeza de que não serão dois moleques gritando comigo na rua que vão leva-lo. Muita gente brigou comigo por que eu não deixei eles levarem meu celular, que eu poderia ter morrido e tal.
Mas o ponto não é o assalto em si, é a frustração. Eu tenho um histórico de assaltos nas costas: já me levaram mochila, celular, dinheiro, os três de uma vez… E sempre que eu me vejo em segurança me ocorre o mesmo pensamento e, eu garanto, não é “ainda bem que eu to vivo e que não me machucaram…” e tenho absoluta certeza de que quase todo mundo que ler esse post vai concordar comigo quando eu digo que o sentimento que vem depois é a raiva.
Malandro, acordo todos os dias as 4 da manhã, eu trabalho quase 60 horas por semana, sem contar freelas, durmo no meu carro pq não da tempo de voltar para casa, vou pra faculdade e só chego na minha casa por volta das 11 e meia da noite, e ainda tenho que jantar, tomas banho e arrumar minhas coisas e programação para o dia seguinte, tudo isso pra conseguir ter as coisas que eu gosto e quero, para um vaga indo qualquer vir com uma arma e dizer que eu “perdi”?!
Mas pra deixar a situação ainda mais frustrante as pessoas vêm sentir pena de você. Mas não é algo do tipo “puxa, que chato… Eu odeio quando isso acontece!”. Não! Nego vêm te lembrar que você fez bem em não reagir que sua vida é mais importante… Talvez eles não tenham notado a sua ausência nas ultimas idas ao cinemas ou a algum barzinho, ou que faz um mês que você não entra no MSN, pq vc estava literalmente vivendo o trabalho para poder comprar aquele a coisa que o vagabundo acabou de levar.
Agora me diga o quão irônico é vc comemorar por ter tido a vida poupada se você deixou de viver pra poder comprar aquele, digamos, celular que foi seu objeto de desejo por tanto tempo, se você deixou de viver para poder pagar as dividas do cartão de credito que decorreram da compra dele e, provavelmente, deixará de viver novamente se quiser voltar tê-lo?
Então me desculpem se eu estiver errado ou sendo só muito idiota, mas, se possível, eu não vou deixar levar!

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Eu não sou fudido, seu fudido!

Desde a sua invenção, o dinheiro sempre moveu a sociedade: quem possuía maior poder aquisitivo possuía maior influência e, por consequência, maiores regalias. Por isso as pessoas sempre lutaram para ter a sua parte (alguns a sua e a de outros desavisados) e sempre fazê-la aumentar, a praticamente qualquer custo. Dinheiro é uma das poucas coisas do mundo que pode transformar aquele cidadão de bem e honesto num larápio salafrário. Pessoas roubam, enganam, traem, brigam e até matam por dinheiro. Existe um dito popular sobre isso: “todo mundo tem um preço, basta saber quanto.” Continuar lendo

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Eu não gosto de conversar no ônibus

É um habito universal, não importa onde estejam, a época do ano ou a idade: as pessoas gostam de puxar papo nas filas. Seja na fila do mercado, do banco, do hospital; se há duas ou mais pessoas, alguém irá puxar conversa – para não falar dos casos em que o maluco resolve falar sozinho.

A cultura do small talk está impregnada tão profundamente no nosso dia a dia que todo indivíduo que se recusa a fazer parte dela é, automaticamente, taxado como mal educado. E vá explicar pra Dona Cotinha que NÃO é falta de educação não querer conversar quando se está morrendo de dor de barriga na sala de espera de um hospital público de qualidade extremamente duvidosa. É quase como uma obrigação socializar com estranhos em locais de convívio publico.

Talvez eu esteja sendo ranzinza e reclamão, mas devo deixar claro que isso vai contra uma da coisas mais enraizadas em mim pela minha educação e que, eu tenho certeza, a Dona Cotinha brigou muito para conseguir fazer seus filhos e netos aprenderem: não fale com estranhos.

“Mas isso é coisa que se ensina para crianças, adulto não precisa disso.”
Pode ser, eu não ligo. Não me sinto à vontade falando com estranhos e não é o sorriso sem dentes da Dona Cotinha que vai mudar isso em mim.

Aliás, não sei se vocês tem ciência disso, mas a incapacidade de se sentir desconfortável na presença de estranhos não é uma habilidade social, mas uma deficiência. As pessoas têm programadas em seu cérebro, por padrão, se sentir desconfortáveis na presença de estranhos. Tomemos como exemplo o elevador: você está subindo para sua casa, se um estranho entrar, naturalmente ambos esquivarão o olhar e evitarão se encarar por toda a viagem – a excessão é aquela vizinha gostosa da qual não dá pra tirar o olho (o mesmo vale pro vizinho sarado). Somo programados para acreditar que ao cruzar olhares estamos desafiando/sendo desafiados pelo outro. Mesmo no ônibus evitamos os olhos dos outros e tentamos nos encolher junto á parede para evitar qualquer tipo de contato com estranhos.

Falando em ônibus, tem sempre alguém para puxar conversa com você quando está ouvindo música. Talvez as pessoas de mais idade não entendam isso, mas é conhecimento comum que a utilização de fones de ouvido (headphones, headsets, intraears e afins) é sinônimo universal de “não perturbe”. Alguém aqui discorda? E vá explicar pra Dona Cotinha que você quer ser deixado em paz enquanto ouve sua música no busão?

“Ok, mas quem diabos é Dona Cotinha?”
Minha vizinha de corredor. Não, ela não é a vizinha gostosa. Aliás, acredito que não existam mulheres gostosas no meu condomínio, mas não é essa a questão. A questão é que a Dona Cotinha é uma vizinha over simpática que gosta de falar com todo mundo no elevador e no ônibus, que não entende o conceito de privacidade dos fones de ouvido e possui um cachorro SAFADO que gosta de invadir meu apartamento só pra mijar no sofá.

Revisão: Nádia Silveira @axl_rosie

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Eu não jogaria poker com um bebê

Não entendo qual é a das mães corujas. Ou pais corujas. Ou qualquer parente coruja. Por que ter tanto orgulho de uma bolinha de carne que não faz muita coisa alem de comer, dormir e cagar ou querer mostrar pra todo mundo o quanto seu filho é fofo e redondo?
Serio, se dentro de dez anos aquela criança continuar com as mesmas proporções ela vai ser proibida de comer e obrigada a correr numa esteira por pelo menos uma hora por dia, eu já passei por isso e, acredite, isso deixa alguma cicatrizes emocionais que vão demorar pra serem curadas. Continuar lendo

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Eu não sou homofóbico…

Hoje eu estava notando uma coisa interessante… Eu sou um imã de gays. Mas esse não é o problema: o negócio é que somos da mesma polaridade.

Wai… WHAT??? Continuar lendo

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