Eu não jogaria poker com um bebê

Não entendo qual é a das mães corujas. Ou pais corujas. Ou qualquer parente coruja. Por que ter tanto orgulho de uma bolinha de carne que não faz muita coisa alem de comer, dormir e cagar ou querer mostrar pra todo mundo o quanto seu filho é fofo e redondo?
Serio, se dentro de dez anos aquela criança continuar com as mesmas proporções ela vai ser proibida de comer e obrigada a correr numa esteira por pelo menos uma hora por dia, eu já passei por isso e, acredite, isso deixa alguma cicatrizes emocionais que vão demorar pra serem curadas.

Hoje mesmo uma colega de trabalho apareceu na empresa com a filha dela, toda sorridente e orgulhosa de um pedaço de carne que mal conseguia se mover sozinho e, devo acrescentar, suja, uma vez que ela só passou na empresa para ter um lugar para trocar a fralda da criança. Todo mundo começou a paparicar a criança e cumprimentar a mãe como se ela tivesse acabado de citar Machiavel ou Platão. Para não ficar como colega chato ou, mais provavelmente, invejoso, eu entrei na brincadeira e perguntei:

“Qual a idade dele?”
“Dela!”
Ok, ela! Você talvez queira trazer ela de volta quando ela alcançar a maioridade. Talvez um pouco antes.
Meu Deus, a mulher ficou realmente ofendida por eu não ter adivinhado a sexo da criança. E ela não foi a única, uma outra me perguntou como eu não era capaz de perceber que era uma menina. Sério, eu realmente não me importo, e estava sendo única e exclusivamente educado. Para mim todos têm cara de joelho, eu não sei dizer se é um menino ou uma menina. Eu mal sei dizer se eles estão respirando. Já tive que me segurar pra não pedir para uma mãe sacudir o filho:
“você talvez tenha um quarto para repintar…”
Você já olhou com atenção para a cara de um bebê? Ela não transmite nada, é a “poker face” definitiva.
Por falar em poker face um amigo meu recentemente se viciou em partidas de poker pela TV. Ele fica em casa, por horas, assistindo aos campeonatos televisionados com uma paixão uma dá nojo. Torcendo contra, a favor, gritando quando alguém perde uma mão “ganha”. Alguém me explica qual a graça e emoção de ver os outros jogar poker pela TV? Eles nem ao menos apostam o próprio dinheiro! É assim: se você ganhar, fica com o dinheiro, se perder, volta semana que vem e tenta de novo.
Cadê a emoção da a aposta? Onde está o risco nisso?
Seria mais interessante se a regra fosse assim: se ganhar, fica com o dinheiro, se perde, vai ter que trabalhar como operário/escravo naquela fabrica chinesa de calçados pelo resto da sua vida. Um pouco demais, eu entendo, mas eu gostaria de ver sua poker face agora, se possível.

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2 Comentários

Arquivado em Vida de Merda

2 Respostas para “Eu não jogaria poker com um bebê

  1. Rosie

    Adorei o final, just sayin’. xDD

  2. Uanda

    Achei um pouco (muito) insensivel e mal criado da sua parte, mas ficou legal :} S2

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