Arquivo do mês: agosto 2011

Eu não sou fudido, seu fudido!

Desde a sua invenção, o dinheiro sempre moveu a sociedade: quem possuía maior poder aquisitivo possuía maior influência e, por consequência, maiores regalias. Por isso as pessoas sempre lutaram para ter a sua parte (alguns a sua e a de outros desavisados) e sempre fazê-la aumentar, a praticamente qualquer custo. Dinheiro é uma das poucas coisas do mundo que pode transformar aquele cidadão de bem e honesto num larápio salafrário. Pessoas roubam, enganam, traem, brigam e até matam por dinheiro. Existe um dito popular sobre isso: “todo mundo tem um preço, basta saber quanto.” Continuar lendo

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Eu não gosto de conversar no ônibus

É um habito universal, não importa onde estejam, a época do ano ou a idade: as pessoas gostam de puxar papo nas filas. Seja na fila do mercado, do banco, do hospital; se há duas ou mais pessoas, alguém irá puxar conversa – para não falar dos casos em que o maluco resolve falar sozinho.

A cultura do small talk está impregnada tão profundamente no nosso dia a dia que todo indivíduo que se recusa a fazer parte dela é, automaticamente, taxado como mal educado. E vá explicar pra Dona Cotinha que NÃO é falta de educação não querer conversar quando se está morrendo de dor de barriga na sala de espera de um hospital público de qualidade extremamente duvidosa. É quase como uma obrigação socializar com estranhos em locais de convívio publico.

Talvez eu esteja sendo ranzinza e reclamão, mas devo deixar claro que isso vai contra uma da coisas mais enraizadas em mim pela minha educação e que, eu tenho certeza, a Dona Cotinha brigou muito para conseguir fazer seus filhos e netos aprenderem: não fale com estranhos.

“Mas isso é coisa que se ensina para crianças, adulto não precisa disso.”
Pode ser, eu não ligo. Não me sinto à vontade falando com estranhos e não é o sorriso sem dentes da Dona Cotinha que vai mudar isso em mim.

Aliás, não sei se vocês tem ciência disso, mas a incapacidade de se sentir desconfortável na presença de estranhos não é uma habilidade social, mas uma deficiência. As pessoas têm programadas em seu cérebro, por padrão, se sentir desconfortáveis na presença de estranhos. Tomemos como exemplo o elevador: você está subindo para sua casa, se um estranho entrar, naturalmente ambos esquivarão o olhar e evitarão se encarar por toda a viagem – a excessão é aquela vizinha gostosa da qual não dá pra tirar o olho (o mesmo vale pro vizinho sarado). Somo programados para acreditar que ao cruzar olhares estamos desafiando/sendo desafiados pelo outro. Mesmo no ônibus evitamos os olhos dos outros e tentamos nos encolher junto á parede para evitar qualquer tipo de contato com estranhos.

Falando em ônibus, tem sempre alguém para puxar conversa com você quando está ouvindo música. Talvez as pessoas de mais idade não entendam isso, mas é conhecimento comum que a utilização de fones de ouvido (headphones, headsets, intraears e afins) é sinônimo universal de “não perturbe”. Alguém aqui discorda? E vá explicar pra Dona Cotinha que você quer ser deixado em paz enquanto ouve sua música no busão?

“Ok, mas quem diabos é Dona Cotinha?”
Minha vizinha de corredor. Não, ela não é a vizinha gostosa. Aliás, acredito que não existam mulheres gostosas no meu condomínio, mas não é essa a questão. A questão é que a Dona Cotinha é uma vizinha over simpática que gosta de falar com todo mundo no elevador e no ônibus, que não entende o conceito de privacidade dos fones de ouvido e possui um cachorro SAFADO que gosta de invadir meu apartamento só pra mijar no sofá.

Revisão: Nádia Silveira @axl_rosie

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Eu não preciso de namorada. Não pra isso.

Outro dia eu estava conversando sobre coisas nerds com alguns colegas de trabalho, como Magic e Pokémon. Não sei ao certo como chegamos nesses assuntos e, sinceramente, não me importo, gosto de conversas que seguem sem rumo e evoluem naturalmente. Falávamos sobre as estruturas de uma vida nerd e o que leva uma pessoa a ser tão desapegada da sociedade a ponto de achar a economia de Gotham City mais importante do que a de São Paulo ou New York (a verdadeira, não a que Peter Parker mora).

E foi naquela conversa que eu parei para prestar atenção em como a vida nerd continua cheia de estereótipos (que são alimentados pela mídia). As pessoas não são mais apegadas àquela idéia formada no final dos anos 80 de que nerd é aquele cara estranho, sem amigos, super estudioso e que entende tudo de computador.

Os  tempos mudaram, os nerds também.

A essência continua a mesma: nerd leem quadrinhos, jogam vídeo games, manjam de tecnologia – não na proporção absurda mostrada em séries como The Big Bang Theory ou  The IT Crowd, mas a realidade é essa. Mas pequenos detalhes mudaram, e muito. Hoje nerd não precisa ser inteligente, muito menos ser expert em programação, tirar notas altas é luxo, não requisito, e amigos são o que não lhe faltam, principalmente nas redes sociais, que ultrapassaram status de meio de comunicação e já são ferramentas de trabalho. Hoje nerd namora, sai para beber com os amigos, forma opinião. Isso sem citar os casos dos que criaram ferramentas revolucionárias que os fizeram ficar ricos, além de mudar drasticamente nossa maneira de viver e perceber o mundo a nossa volta.

A cultura inútil que muitos nerds cultivavam passou a ser conhecimento geral, a cultura pop agora é atualidade e bate em nossa porta, se apresenta e fica para o jantar.

Claro que ainda existem aqueles que possuem um nível de ausência de vida semi cósmico quase fenomenal e que simplesmente não entendem ou não aceitam essa nova geração de nerds 2.0. Eles aparentam não entender o conceito de vida social e se incomodam com presenças femininas em seus círculos. Me lembro de uma vez, num evento de Magic The Gathering, quando um um cara soltou, num misto de admiração e espanto: “as pessoas aqui tem namoradas, isso é errado!”.

Para muitos deles se não for pra ser de raiz é melhor não ser. De certa forma eu entendo esse receio da parte deles. Essa mudança no paradigma acabou banalizando o estilo de vida nerd: todo mundo quer ser o próximo Mark Zuckerberg; criar o próximo twitter ou Facebook; todo mundo quer ser uma das figuras caricatas de The Big Bang Theory.

De certo modo isso é muito legal: com essa popularização agora podemos ver coisas que antes seriam apenas sonhos, como filmes de super herói a rodo (a maioria bem ruinzinhos, infelizmente), assim como jogos e quadrinhos a preços populares e com edições nacionais (nada de pagar 150 dólares por aquela edição definitiva capa dura de Watchmen, como eu já fiz).

O que me incomoda é: quando todo mundo for nerd, ninguém mais vai ser.

Revisão: Nádia Silveira (@axl_rosie)

PS.: quem adivinhar qual a referência nerd da ultima frase ganha um RT!

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Arquivado em Nerd Rulez

Eu não saio com prostitutas chatas

Eu sou um cara bem risonho, dou risada de pouca coisa e com pouca coisa. Me divirto com banalidades. Considero rir uma coisa extremamente importante. Principalmente quando saímos com uma garota, rimos para quebrar o gelo, mostrar que somos bem humorados e divertidos. Mas, mulheres, eu odeio dar más notícias, rimos das suas histórias no começo para levá-las para a cama. Suas histórias são um saco.
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Arquivado em Macho Beta

Eu não jogaria poker com um bebê

Não entendo qual é a das mães corujas. Ou pais corujas. Ou qualquer parente coruja. Por que ter tanto orgulho de uma bolinha de carne que não faz muita coisa alem de comer, dormir e cagar ou querer mostrar pra todo mundo o quanto seu filho é fofo e redondo?
Serio, se dentro de dez anos aquela criança continuar com as mesmas proporções ela vai ser proibida de comer e obrigada a correr numa esteira por pelo menos uma hora por dia, eu já passei por isso e, acredite, isso deixa alguma cicatrizes emocionais que vão demorar pra serem curadas. Continuar lendo

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Arquivado em Vida de Merda