Arquivo do mês: abril 2010

Eu não curto mais cinema

Não quero passar aqui como um entendido, nem nada… Aliás, meus conhecimentos sobre o assuntos são bem rasos, mas acabei notando nessas ultimas semanas e idas ao cinema que eu me divertia bem mais quando não entendia nada sobre filmes…

Isso ficou bem claro nessa ultima semana, quando eu fui com minha noiva assistir ao filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, e sai da sala reclamando que o filme tinha me decepcionado, o que realmente aconteceu. Minha noiva, que me xingou horrores por causa da minha opinião, tava falando merda até essa tarde e o pessoal da sala me olhava feio, conforme eu ia citando as falhas que eu vi no filme, isso sem contar as mensagens de ódio explicito que venho recebendo ultimamente.

Mas realmente é um fato que eu não me diverti. Antigamente eu conseguia entrar em uma sala de cinema, ou alugar um DVD, ou mesmo assistir à um filme na TV e me divertir, esquecer as características que tornariam aquele filme digno de um Oscar ou os erros de direção ou produção, mas hoje eu vejo um filme e aprecio, ou, mais comumente, não, a habilidade do diretor de conduzir a história, a criatividade do roteirista de adaptar aquilo pras telonas, os atores… Não tem mais tanta graça! Vez ou outra eu encontro uma obra de arte por ai, como um Be Kind Rewind ou um Guerra ao Terror (f#da, BTW)… Mas a maioria não passa de Avatares, lindos, mas extremamente razos, e ai de quem falar que aquilo ali não é Pocahontas!!!

Me lembro de ter ido ao cinema em 2003 e ter assistido Matrix Revolutions e ter achado que acabar de assistir o melhor filme da minha vida! A luta do Neo com o Agente Smith e tals, tudo muito bonito… Essa semana eu cometi o erro de comprar a trilogia em Blu-Ray e me arrependi. O primeiro é realmente muito bom, cheio de filosofia e significado “Take the blue pill or the red pill…”, o segundo dá até pra perder duas horinhas se entretendo com a história fraquinha, mas o terceiro… Revolutions? Realmente, de revolução aquilo ali não tem nada, é fraco, mal feito, mal dirigido e mal produzido… Cartão vermelho para os irmãos Wachowski. Estou até agora tentando entender o que eles fizeram ali… MAS ESSE NÃO É O PONTO!!!

O ponto é: antes eu não ligaria pra isso, eu me divertiria com mais um filme de ação sem sentido feito para as pessoas desligarem os cérebros e curtirem! Eu não consigo mais fazer isso, e esse é um problema que, com alguma frequência, agora, me aflige.

Caio sente falta de se divertir vendo coisas tolas como os filmes do Ben 1o.

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Eu não acredito no mundo subterrâneo

Tinha tudo para dar certo: Tim Burton, Johnny Depp, Anne Hathaway e uma história incrível de contexto sombrio e anarquico. Mas não deu.

Estaria mentindo se dissesse que odiei o filme, mas estou, ao mesmo tempo, longe de ter adorado. Junto com a roteirista Linda Woolverton, Burton falha ao tentar fazer o que seria a parte mais importante da trama: transportar o espectador para o mundo fantasioso do País das Maravilhas, jogando imagens bonitas na cara de quem está assistindo sem realmente tentar fazer com que sentíssemos o que os personagens sentem.

A história se passa 13 anos após a primeira aventura de Alice (Mia Wasikowska) pelos país das Maravilhas, aqui chamado de Mundo Subterrâneo. Agora com 19 anos, a jovem possui uma linha de pensamento que não exatamente agrada as pessoas a sua volta. Se vendo em meio a uma proposta de casamento a jovem foge e, sem perceber, segue o coelho de casaco até o País das Maravilhas, que está sob o comando da Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).

Em sua redescoberta deste mundo ela acaba encontrando com personagens familiares como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), o Gato (com a voz de Stephen Fry) e a lagarta Absolom (voz de Alan Rickman), e não tão familiares como o Valete (Crispin Glover).

Uma das melhores coisas do longa é o Chapeleiro Maluco, tanto em sua interpretação, quanto em seu visual, levando-nos a realmente sentir algo pelo Chapeleiro, que passa de momentos de absoluta loucura para pontas de moderada melancolia. O chato é que todos os traillers e posteres promocionais nos passam uma imagem errada de que o Chapeleiro teria uma participação maior no filme, o que não acontece…

Em contra partida a interpretação extremamente afetada e cheia de “cacos” de Anne Hathaway, como a Rainha Branca, passa por momentos de bizarrice a chega a alcançar o medonho, com trejeitos extremamente forçados para a personagem, que acaba passando por mais uma figura que não cativa.

Já a química existente entre Helena Bonham Carter e Crispin Glover é algo que realmente vale a pena: nos papeis de Rainha Vermelha e Valete a pseudo relação mantida entre os dois trás tons de graça e são alguns dos poucos momentos do filme em que a diversão ultrapassa os limites do tédio.

Com um roteiro arrastado e muito focado em transformar Alice mais em uma Choosen One do que em uma figura carismática que nos transmite seu medo do desconhecido o filme falha de maneira feia em nos manter presos a história.

Até mesmo a trilha sonora promocional do filme, que poderia ter mudado drasticamente o ritmo da história foi desperdiçada, sendo apenas utilizada nos créditos, com Almost Alice, por Avril Lavigne.

É realmente uma pena ver um dos filmes mais esperados do ano acabar assim, em uma poça de marasmo.

Caio desejou ter caído numa toca de coelho depois de ter assistido esse filme…

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